domingo, 25 de julho de 2010

LEI DA PALMADA

Em discussão no Congresso Nacional a comentada “LEI DA PALMADA”. Trata-se de um projeto de lei enviado quinta-feira, 15, pelo governo que estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados sem palmadas e beliscões. Num ano eleitoral aparecem coisas que até Deus duvida, principalmente quando o assunto é ‘amealhar votos”. Para mim se trata de uma medida eleitoreira, irresponsável e sem fundamento. Para um cidadão chamado Carlos Zuma, secretário da ONG "Não bata, eduque", será uma maravilha..” Ele discorda do modelo atual de educar filhos. Ele trabalha numa ONG que combate a violência doméstica e foi um dos colaboradores do projeto. “A gente quer transformar essa cultura de educar as crianças com base em violência. É esse o objetivo principal”, disse ele. Como pai jamais espanquei meus filhos para obter deles o respeito. Sempre passei o dia inteiro fora, no trabalho, e a tarefa de educar e disciplinar as crianças sempre foi da mãe. Dar palmadinhas nas pernas ou na bundinha tem sido um recurso adotado pelas mães do mundo inteiro e não tenho conhecimento de conseqüências absurdas ou seja lá o que for por causa disso. Claro que não admito atos violentos contra quem quer que seja, principalmente uma criança – um ser humano absolutamente indefeso.

Agora, educar com mimos exagerados, deixar que a criança faça o que lhe der na telha, isso sim é um ato de violência porque, mais tarde, quando adolescente, o ‘anjinho intocável’, protegido pela lei da palmada, se transformará numa fera indomável que não pensará duas vezes para desrespeitar ou meter a mão na cara dos pais. Agora pergunto ao senhor Carlos Zuma, está preparado para dar ‘a outra face’ para seu filhinho(a) bater? É bom que se diga, também, que a tal LEI DA PALMADA “cobre um santo e descobre outro” porque, quando adolescente, o “monstrinho” que ela ajudou a ‘construir’ vai ser “educado” com o que vê nas ruas, nas escolas, enfim, ficará à mercê da própria sorte. Sou contra os pais que extravasam o ódio que sentem de alguém ou coisa nos próprios filhos, com castigos físicos exagerados. Isso para mim é crime passível de cadeia. Contudo, exemplar um filho com uma certa energia, sem passar dos limites, pode ajudá-lo a preparar-se para o futuro. O tema é complexo, de difícil interpretação. “Projeto de lei que pune os pais que derem uma simples palmada nos filhos divide os especialistas e provoca espanto nas famílias, que o consideram absurdo”(Jornal Opção On Line). A articulista, Heloisa Amaral, escreveu: “Educação só na base da conversa. É o que estabelece o Projeto de Lei 2.654/03 da deputada federal Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, que emenda o Estatuto da Criança e do Adolescente, estando na pauta da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado, os pais ficarão proibidos de dar uma simples palmada nos filhos, porque o projeto proíbe qualquer tipo de castigo, inclusive castigos moderados. Já em seu caput, o projeto estabelece “o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”. A proibição, de acordo com o Artigo 1º do projeto, se estende ao lar, à escola, à instituição de atendimento público ou privado e a locais públicos. Os pais que descumprirem a nova lei serão punidos de acordo com as sanções previstas no Artigo 129, incisos I, III, IV e VI do Estatuto da Criança e do Adolescente”. E você, caro leitor, o que diz sobre essa lei que Lula está querendo promulgar? Eu, por exemplo, sou o primeiro de uma pensa de sete filhos que dona Virgínia teve e levei (como os demais irmãos) memoráveis surras que hoje, credito, como importantes na minha formação. Pensem nisso.

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