
Acompanhei a série de reportagens do JC abordando um tema muito sério: A FALTA DE GERIATRAS NO SERVIÇO PÚBLICO. A série sob o tema “DRAMAS DE SAÚDE”, relata, sem reservas, um quadro vergonhoso para a Saúde Pública – e descaso para com os idosos. Um absurdo. Segundo o texto, aqui em Pernambuco existe , apenas, um geriatra para atender 74 mil idosos.
CULPADOS
Por que isso, irmão? O jornal destaca somente as vítimas. Até agora não se falou em CULPADOS. Na minha opinião, a responsabilidade é dupla: do Governo e das Instituições de Ensino Superior que nunca despertaram nos alunos do curso de Medicina o interesse em seguir essa carreira. Resultado: os pobres idosos, carentes de uma atenção especial por quem conhece suas necessidades, vivem nas mãos de qualquer médico até chegar o dia de sua morte.
O “lead” da matéria destaca que “Embora os geriatras não sejam os únicos médicos aptos a cuidar da Saúde do Idoso, eles são fundamentais para gerenciar tratamentos adequados em muitas pessoas a partir dos 60 anos”. Interessante, sendo assim, por que então existe essa especialidade na medicina ? Por que não dizer logo que o idoso é ‘fim de carreira’, que está mais prá defunto do que para outra coisa ? Da mesma forma que não vejo isso como um “fenômeno mundial”. Acho que o problema está localizado aqui mesmo, no Brasil.
O descaso é do Governo Federal e dos Estados, também. Se o “todo poderoso” lá de Brasília não se preocupa, os “caciques” seguem a mesma cartilha. O idoso continua jogado às traças, a Mercê da própria sorte até porque, em alguns casos, nem mesmo as famílias se preocupam com essa questão. Quando a pessoa atinge a idade avançada, dependendo da classe social a que pertence, começa a sofrer uma bateria de preconceitos.
PLANO DE SAÚDE
A começar do Plano de Saúde. Para uma pessoa idosa possuir um plano que lhe dê uma cobertura de atendimento da melhor qualidade, terá que desembolsar uma grana e tanto e ainda arcar com algumas restrições. Por exemplo, alguns planos direcionam os atendimentos hospitalares dos seus clientes idosos para um ‘determinado’ hospital credenciado – ou seja, o suplicante não tem o direito de escolher onde gostaria de ser acolhido porque o ‘plano não cobre’. Isso para quem tem condições de pagar uma fortuna pelas mensalidades. Uma ‘colher de chá’ é dada para quem é cliente antigo, mas isso é raro..!
Para a grande maioria, pobre na forma da lei, meu Deus..! o jeito é procurar o serviço público. O danado, é que a falta de médicos geriatras afeta, também, a rede privada. Quem pode leva o seu parente velhinho para outro Estado para uma consulta com hora marcada. Quem não pode leva seu doente idoso para qualquer hospital público e seja Deus por quem for. No Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Santo amaro, existe o Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, mas é mesmo que não ter porque até a marcação de consultas está suspensa há um mês.
O que me deixa revoltado, é essa história de ‘marcar consultas’. Quando uma pessoa idosa recorre a um local desse, à procura de um atendimento médico, é porque já não suporta mais tanta agonia. Gemendo, numa cadeira de rodas ou nos braços dos parentes, o paciente escuta um funcionário(a) dizer: “Desculpem, mas a marcação de consultas está suspensa até segunda ordem”. Quando se pergunta as razões a resposta vem na bucha: “pergunte ao diretor, minha filha” e sai de cena. E é dessa forma que deve tratar o idoso ? Para que serve, então, esse centro de referência (reconhecido pelo Ministério da Saúde)?
O próprio preceptor do centro, doutor Alexandre de Matos, reconhece que a “atenção ao idoso precisa ser realmente demorada”. Claro..! e ele não pode fazer milagres porque faltam especialistas. Médicos consultados sobre o tema falaram que não há desinteresse de quem estuda medicina para essa especialidade. O culpado disso tudo é o Governo e os políticos. Não há oportunidades. Atualmente, no Brasil, existem apenas 21 programas de residência em geriatria. Todos juntos oferecem, apenas, 60 vagas. A informação é da médica geriatra, Maria do Carmo Lencastre, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Sendo assim, sou obrigado a reconhecer o drama, também, enfrentado pelos médicos. Mas isso não deixa de ser crime.
IMPUNIDADE
Sem uma atenção especial para esse detalhe, a vida de centenas, milhares de idosos está correndo um sério risco. Está na hora se invocar o que estabelece o Código do Idoso e cobrar os direitos de quem não mais condições de brigar. No Brasil, prevalece a máxima: o calo só aperta quando se calça um sapato apertado. Irmão, vou ficando por aqui. Até a próxima..!
CULPADOS
Por que isso, irmão? O jornal destaca somente as vítimas. Até agora não se falou em CULPADOS. Na minha opinião, a responsabilidade é dupla: do Governo e das Instituições de Ensino Superior que nunca despertaram nos alunos do curso de Medicina o interesse em seguir essa carreira. Resultado: os pobres idosos, carentes de uma atenção especial por quem conhece suas necessidades, vivem nas mãos de qualquer médico até chegar o dia de sua morte.
O “lead” da matéria destaca que “Embora os geriatras não sejam os únicos médicos aptos a cuidar da Saúde do Idoso, eles são fundamentais para gerenciar tratamentos adequados em muitas pessoas a partir dos 60 anos”. Interessante, sendo assim, por que então existe essa especialidade na medicina ? Por que não dizer logo que o idoso é ‘fim de carreira’, que está mais prá defunto do que para outra coisa ? Da mesma forma que não vejo isso como um “fenômeno mundial”. Acho que o problema está localizado aqui mesmo, no Brasil.
O descaso é do Governo Federal e dos Estados, também. Se o “todo poderoso” lá de Brasília não se preocupa, os “caciques” seguem a mesma cartilha. O idoso continua jogado às traças, a Mercê da própria sorte até porque, em alguns casos, nem mesmo as famílias se preocupam com essa questão. Quando a pessoa atinge a idade avançada, dependendo da classe social a que pertence, começa a sofrer uma bateria de preconceitos.
PLANO DE SAÚDE
A começar do Plano de Saúde. Para uma pessoa idosa possuir um plano que lhe dê uma cobertura de atendimento da melhor qualidade, terá que desembolsar uma grana e tanto e ainda arcar com algumas restrições. Por exemplo, alguns planos direcionam os atendimentos hospitalares dos seus clientes idosos para um ‘determinado’ hospital credenciado – ou seja, o suplicante não tem o direito de escolher onde gostaria de ser acolhido porque o ‘plano não cobre’. Isso para quem tem condições de pagar uma fortuna pelas mensalidades. Uma ‘colher de chá’ é dada para quem é cliente antigo, mas isso é raro..!
Para a grande maioria, pobre na forma da lei, meu Deus..! o jeito é procurar o serviço público. O danado, é que a falta de médicos geriatras afeta, também, a rede privada. Quem pode leva o seu parente velhinho para outro Estado para uma consulta com hora marcada. Quem não pode leva seu doente idoso para qualquer hospital público e seja Deus por quem for. No Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Santo amaro, existe o Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, mas é mesmo que não ter porque até a marcação de consultas está suspensa há um mês.
O que me deixa revoltado, é essa história de ‘marcar consultas’. Quando uma pessoa idosa recorre a um local desse, à procura de um atendimento médico, é porque já não suporta mais tanta agonia. Gemendo, numa cadeira de rodas ou nos braços dos parentes, o paciente escuta um funcionário(a) dizer: “Desculpem, mas a marcação de consultas está suspensa até segunda ordem”. Quando se pergunta as razões a resposta vem na bucha: “pergunte ao diretor, minha filha” e sai de cena. E é dessa forma que deve tratar o idoso ? Para que serve, então, esse centro de referência (reconhecido pelo Ministério da Saúde)?
O próprio preceptor do centro, doutor Alexandre de Matos, reconhece que a “atenção ao idoso precisa ser realmente demorada”. Claro..! e ele não pode fazer milagres porque faltam especialistas. Médicos consultados sobre o tema falaram que não há desinteresse de quem estuda medicina para essa especialidade. O culpado disso tudo é o Governo e os políticos. Não há oportunidades. Atualmente, no Brasil, existem apenas 21 programas de residência em geriatria. Todos juntos oferecem, apenas, 60 vagas. A informação é da médica geriatra, Maria do Carmo Lencastre, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Sendo assim, sou obrigado a reconhecer o drama, também, enfrentado pelos médicos. Mas isso não deixa de ser crime.
IMPUNIDADE
Sem uma atenção especial para esse detalhe, a vida de centenas, milhares de idosos está correndo um sério risco. Está na hora se invocar o que estabelece o Código do Idoso e cobrar os direitos de quem não mais condições de brigar. No Brasil, prevalece a máxima: o calo só aperta quando se calça um sapato apertado. Irmão, vou ficando por aqui. Até a próxima..!
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